Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) participam de Momento Formativo de Boas Práticas Pedagógicas
Aconteceu nos turnos matutino e vespertino desta quarta-feira (26), no Auditório do Polo UAB, uma formação com os professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O momento foi mediado pela equipe técnica da Educação Especial Inclusiva, e teve como objetivo fomentar a busca pelo aprimoramento da qualidade do ensino, permitindo que os educadores, ao relatarem suas experiências, melhorem suas metodologias e estratégias pedagógicas.
Tal prática visa oferecer para o docente mais motivação e busca por inovações, o que contribui e muito para melhorar o ambiente de aprendizado aos estudantes. O professor de Deficiência Intelectual Leonardo Porfírio, da Emef Coqueiral, compartilhou com seus colegas as experiências exitosas desenvolvidas no AEE.
Segundo ele, o encontro foi extremamente importante para a troca de vivências e para o aprimoramento de nossas práticas no cotidiano escolar. “Momentos como este nos convidam à reflexão contínua e ampliam nossas possibilidades de atuação no ambiente educativo. Posso afirmar que me senti lisonjeado em poder apresentar meu trabalho e contribuir para o fortalecimento coletivo das práticas no AEE”, afirmou.
Para a professora da Emef Paulo Freire Ângela Maria Frigini Rizzo Lopes, o compartilhamento de boas práticas é um aprendizado constante. “Mostrar o trabalho de nossas práticas diárias é enriquecedor. É por meio dele que conseguimos desenvolver ainda mais o ensino a nossos estudantes da Educação Especial. Vivemos em constante aprendizado, e nada melhor do que trocar experiências com os colegas de profissão para fazer cada dia mais o melhor para nossos estudantes”, disse.
Aos profissionais do magistério foi falado que o AEE não está nas manchetes, pois ele acontece nos bastidores, nas mãos que criam um recurso, no olhar que entende o que o outro ainda não consegue dizer. “Hoje não é sobre mostrar números, é sobre celebrar o movimento. Porque o AEE não para. Ele transforma, cresce e recomeça todos os dias dentro das escolas de Aracruz”, disse o Técnico Pedagógico, Walter Engenlhardt.
Ainda de acordo com Walter, quando a Educação Especial começou a se estruturar na Rede, era um sonho garantir lugar e voz a cada estudante. “Vieram as Salas de Recursos Multifuncionais, os primeiros PEI's, Estudos de Caso, formações, as parcerias, as efetivações e, principalmente, o reconhecimento de que o AEE é parte viva do projeto pedagógico da escola. E não foi obra de um setor, foi obra de uma rede. Construída por professores que acreditaram que a inclusão se faz com presença, paciência e afeto”, indagou.
Estrutura
O setor de AEE também mostrou que hoje a rede conta com pilares bem estruturados, como documentos que orientam o fazer pedagógico e apresentam o AEE como uma ponte entre a escola, o estudante, a família e a equipe da Semed, como por exemplo, o documento “Orientações Gerais para a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva” e o “Caderno Pedagógico do AEE”, que servem como referências fundamentais ao transformar teoria em prática. “Estamos falando de materiais que indicam caminhos, revelam nossa identidade pedagógica e reafirmam o compromisso coletivo com uma educação aracruzense verdadeiramente inclusiva”, afirmou a Técnica Pedagógica Jesiane Campos Pandolfi.
O professor Luiz Fernando, da Emef do José Mambrini apresentou seu trabalho colaborativo, e segundo ele, a troca de conhecimentos motiva os profissionais e fortalece a construção de novas possibilidades na escola. “O encontro permitiu alinhar percepções sobre as políticas de Educação Especial e gerou devolutivas muito positivas, inclusive de uma colega que relatou ter encontrado novas respostas para aprimorar sua prática. Momentos como esse reforçam a importância da formação continuada e do diálogo entre pares”, completou.
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