Professoras da Educação Especial e Inclusiva realizam visita técnica no Instituto Luiz Braille do Espírito Santo (ILBES)

Publicado em: 28 de maio de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação
Professoras da Educação Especial e Inclusiva realizam visita técnica no Instituto Luiz Braille do Espírito Santo (ILBES)

17 professoras da Educação Especial e Inclusiva da Rede Municipal de Ensino participaram nesta quarta-feira (27), em Vitória, de uma visita técnica ao Instituto Luiz Braille do Espírito Santo. A ação serviu como um momento de troca de experiência, aprendizado e aproximação, onde os docentes puderam conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido por esse instituto, seus serviços e a importância das ações voltadas às pessoas com deficiência visual.

O ILBES é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, voltada a melhorar a qualidade de vida dos deficientes visuais de todo o estado. “Nossa presença no instituto serviu para que os professores pudessem aguçar ainda mais a sensibilidade com sua causa, e consequentemente, ampliar as oportunidades, fortalecer a inclusão, e consequentemente, fomentar a construção de uma sociedade mais acessível. Vale ressaltar que a inclusão começa também pela informação, pela sensibilização e pelo compromisso de quem está diariamente formando pessoas”, afirmou a técnica pedagógica Charlene Franco Poubel Wandelkooken.

Em um primeiro momento, as professoras conheceram o Instituto Braille e seu espaço, sob a supervisão da também professora (DV) Elizabeth. Lá eles aprenderam as formas de atendimento e ouviram sugestões de práticas pedagógicas para estudantes com baixa visão e cegueira, visitaram as oficinas de Informática, Braille e Orientação e Mobilidade. Já na Praça Inclusiva "Viver Vitória", na Praça dos Desejos, os professores conheceram um espaço planejado para promover integração, desenvolvimento e igualdade de oportunidades no uso do espaço público, esse espaço se destaca por incluir estruturas especialmente desenvolvidas para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Finalizando o dia, elas foram conhecer a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor Naly da Encarnação Miranda, considerada um Polo de Referência de atendimento aos estudantes com deficiência visual/ Cegueira. O Setor de Educação Especial e Inclusiva da Semed considerou essa visita como um movimento estratégico de qualificação e busca por excelência no Atendimento Educacional Especializado (AEE). As professoras especialistas no acompanhamento de estudantes com Deficiência Visual (DV) tiveram uma verdadeira jornada de aprendizado, o que permitiu uma imersão completa sobre os fluxos, recursos e metodologias aplicadas no suporte a alunos com deficiência visual.

Este movimento, que pertence a um ciclo de formações, permitiu uma troca profunda de saberes sobre estratégias de mediação, autonomia e os recursos didáticos adaptados, que são essenciais para o dia a dia dos estudantes. As professoras Waneide e Leda, que possuem 25 anos de atendimentos a estudantes cegos e com baixa visão, mostraram todo seu comprometimento e dedicação com a Educação Inclusiva. “São ações como esta que consideramos indispensáveis para o fortalecimento da prática docente. Ao vivenciar o cotidiano de outras realidades educacionais e instituições de referência, retornamos ao nosso município com novos horizontes sobre a adaptação de materiais e o aprimoramento do acolhimento aos alunos com deficiência visual”, disseram.

Para a equipe de Educação Especial e Inclusiva essa troca de saberes é o caminho para uma educação mais humana e eficiente. “Ao visitar esses espaços e sermos acolhidos com tanta dedicação, nossas professoras trazem na bagagem não apenas teorias, mas soluções práticas e inspiradoras que serão revertidas diretamente na qualidade do ensino oferecido aos nossos estudantes em Aracruz. Esse intercâmbio reafirma o compromisso de nossa rede em garantir que a educação inclusiva seja pautada pela atualização constante e pela colaboração entre as redes de ensino, assegurando o pleno desenvolvimento e o protagonismo dos alunos com deficiência visual”, completou Charlene.

 
 

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