Arboviroses e verificação da situação vacinal ganham destaque na 2ª Formação do Programa Saúde na Escola
Aconteceu nesta terça-feira (31), no Plenário da Câmara Municipal, a 2ª Formação do Programa Saúde na Escola (PSE) em 2026. O evento, destinado a diretores escolares, pedagogos, representantes das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Conselho Tutelar, Cras e Equipe PAS, destacou as arboviroses e a verificação da situação vacinal. Ambos os assuntos foram apresentados pelas enfermeiras Lorena Maria Nardi e Lorena Costa Soprani, em parceria com a Vigilância Epidemiológica (Semsa).
Lorena Costa Soprani iniciou sua apresentação conceituando as arboviroses, o que segundo ela, é o nome dado ao núcleo de doenças causadas por vírus, transmitidos por artrópodes. “Esse grupo de doenças acomete o ser humano quando este é picado por um mosquito ou outros insetos. Para essa doença chegar em uma pessoa, esse vírus precisa ser transportado por um vetor, como o Aedes Aegypti”, explicou.
Por meio de um telão, Lorena mostrou uma linha do tempo elaborada pela Unicef da chegada do arbovírus no Brasil, que se iniciou durante as grandes navegações oriundas da África. “Á medida que os navios negreiros chegavam no Brasil, a Febre Amarela, por exemplo, começou a ser disseminada em 1850. Já em 1955, tivemos o último foco do Aedes Aegypti, que retornou em 1976, sendo transmitido até os dias atuais”, disse.
Ciclo de vida do mosquito Aedes Aegypti
Um outro dado importante exposto foi o ciclo de vida do mosquito transmissor como forma ideal de se oferecer orientações. “Precisamos de ter noção de lidar com isso, mesmo porque também somos atingidos por essa doença. Tanto os machos quanto as fêmeas ficam abrigados no interior de nossas casas ou em terrenos ao redor, sendo que o macho se alimenta de seivas de frutas e plantas, e a fêmea necessita do sangue humano para a maturação dos ovos, ou seja, quem pica e transmite a doença, é a fêmea”.
Com relação aos ovos, estes são depositados separadamente nas paredes internas de recipientes artificiais e escuros, próximos a superfícies de água limpas, ficando em vários locais e se eclodindo entre dois e três dias. Após esse período, as larvas se desenvolvem entre cinco a seis dias. Já a transformação da larva em adulto, esse processo leva apenas dois dias.
Aos profissionais também foram passadas orientações de uma forma bem ilustrativa sobre como eliminar esses focos com o descarte dos criadouros, das larvas e dos ovos, assim como métodos mecânicos, químicos e biológicos. Entre as doenças transmissíveis, foram destacadas a Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela e Febre do Oropouche, com detalhes, sintomas e tratamento para cada uma delas.
Verificação da situação vacinal
A enfermeira Lorena Maria Nardi, de uma forma bem dinâmica, começou indagando a plateia sobre quem tem o cartão de vacina e quem o verifica constantemente para saber se ele está completo, assim como quem faz essa verificação com seus filhos. “A maioria do nosso público adulto esquece que a vacinação é um programa de família, e não apenas das crianças. Culturalmente falando, a gente vê que imunização é uma coisa apenas para os bebês, pois é comum vermos muitos pais levando seus filhos para vacinarem, porém eles mesmo não levam seus cartões para serem avaliados, o que é preocupante, e por isso, precisamos acabar com essa cultura de que vacinação é coisa somente de criança. Isto é para toda a população, todos os grupos”.
O Ministério da Saúde possui um dos calendários mais vastos e completos das Américas, abrangendo todas as fases etárias gratuitamente, porém, o público brasileiro, principalmente os adultos e idosos não faz seu uso de uma forma correta. “Antigamente a maioria se vacinou contra a gripe, e hoje em dia nem para a gripe eles querem mais se vacinar. E quando você pergunta para um idoso onde está seu cartão, é possível verificar que em muitos só existem registros da influenza, dependendo da idade, porém, não há registros nos grupos de adultos, e nós enquanto profissionais focamos na influenza e acabamos nos esquecendo que existem todo um contexto por trás, como casos de idosos com Hepatite B, casos de tétano no estado, e porque esses pacientes não estão vacinados”? Perguntou.
Segundo Lorena, os profissionais dessa área devem se atentar a este fato. “Porque temos o costume de vacinar apenas nossos filhos, e como vou proteger meu filho se eu mesmo não me vacinar? Uma das formas mais vitais da prevenção é a vacina”, afirmou.
Em seguida ela perguntou que ideia as pessoas teriam sobre a imunização, o que muitos acreditavam se tratar de um processo de vacinação, na verdade é o processo pelo qual uma pessoa se torna resistente a uma doença. “Essa resistência se dá no contato com a doença, quer através da administração de uma vacina. As vacinas estimulam o sistema imunitário do organismo a proteger a pessoa contra infecções ou doenças. A imunização previne a doença, a incapacidade e a morte por doenças evitáveis através da vacinação”, mostrou.
Outros tópicos como uma lista com as doenças preveníveis por vacinação, as legislações vigentes que abordam a vacinação das crianças e adolescentes no Brasil, conceitos de declaração e hesitação vacinal e a cobertura vacinal em Aracruz também foram destacados. Finalizando, Lorena afirmou que a educação desempenha um papel essencial nas campanhas de imunização, pois ajuda a esclarecer dúvidas, combater a desinformação e reduzir o medo em relação às vacinas.
“Ao fornecer informações corretas, a educação permite que as pessoas compreendam a importância e a segurança da vacinação. As escolas são pontos-chaves para disseminar essas informações, atingindo não apenas os alunos, mas também suas famílias. A integração de ações educativas nas campanhas de imunização aumenta a adesão à vacinação e fortalece a saúde pública. Portanto, a colaboração entre educação e imunização é fundamental para garantir um futuro mais saudável e protegido para todos”, completou.
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