Educação realiza oficina para orientar pedagogos e articuladores quanto à aplicação de avaliações de fluência leitora
A Secretaria de Educação (Semed) finalizou nesta última sexta-feira (9), no Polo UAB, uma Oficina que orientou pedagogos e articuladores da Rede Municipal de Ensino quanto à aplicação de avaliações de fluência leitora, que é capacidade que o aluno tem de ler um texto com precisão, de forma rápida, com expressividade e compreendendo o conteúdo e não somente reconhecendo as palavras. A oficina, que se iniciou na quinta-feira (8), foi mediada pela técnica do Ensino Fundamental Viviane Cabidele, que explicou como se dá a avaliação da fluência.
"A avaliação de leitura oral, geralmente aplicada nos anos iniciais do Ensino Fundamental, gera mobilização e engajamento de nossa secretaria, além dos estudantes, professores e diretores, sendo que a participação de todos gira em torno do principal foco, que é conseguir fazer com que cada aluno até o segundo ano aprenda a ler, além de alfabetizar todas as crianças que não foram alfabetizadas na idade certa. Já o resultado dessa avaliação é constituído de um diagnóstico da realidade leitora de cada estudante, associando seus desempenhos ao perfil do leitor, que subsidia práticas pedagógicas focadas nas demandas individuais”, explicou Viviane.
Aos pedagogos e articuladores da Semed foram apresentados os perfis do leitor, que vão do não leitor, que é aquele que conhece ou não o nome das letras, porém não faz relação entre a letra e o som, até o leitor de texto com fluência, que é o que lê com ritmo, entonação e velocidade adequados ao texto que está lendo. “Devemos observar o desempenho de nossos estudantes nos critérios de fluência, que incluem a precisão, que é a capacidade de reconhecer ou decodificar as palavras corretamente; a prosódia, capacidade de ler com expressividade, com ritmo e entonação e a automaticidade, ou seja, o número de palavras lidas corretamente por minuto” comentou Viviane.
Os profissionais do magistério também foram orientados quanto à taxa de leitura para cada etapa de escolarização, assim como os preparativos para a Avaliação Diagnóstica de Fluência, antes e depois da aplicação. “A avaliação de leitura oral deve ser aplicada pelo coordenador pedagógico da escola ou outro servidor qualificado para assumir a tarefa, que não seja o próprio professor da turma. É importante que se mantenha o mesmo aplicador ao longo de todas as avaliações do ano, para se manter o padrão de avaliação. Esta avaliação deve ser realizada aluno por aluno, individualmente, fora da sala de aula, em um espaço silencioso e tranquilo”, completou a técnica da Semed.
Antes mesmo da aplicação, os responsáveis devem fazer com que a escola ganhe um “clima” de avaliação, mobilizando as famílias, envolvendo os funcionários e, claro, acolhendo os estudantes. “Para promovermos esse ambiente, devemos reservar espaços adequados para o teste de leitura e apresentar os aplicadores aos estudantes, proporcionando momentos de interação. A avaliação oral deve ser feita fora da sala de aula, chamando um estudante de cada vez, e só tem confiabilidade se o texto for desconhecido pela criança”, disse.
Para isso, foi apresentado um passo a passo com todas as instruções necessárias para se ter sucesso na avaliação da aprendizagem, que não é o fim, mas um recurso mobilizador do processo de ensino, que, seguidos os protocolos apresentados, aumenta e muito a possibilidade de se garantir resultados confiáveis e diagnósticos preciso, que servirão de parâmetros para o planejamento de intervenções pedagógicas individuais e/ou coletivas para a qualificação da fluência leitora dos estudantes.
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