5ª Reunião Geral do PSE debateu a prevenção ao uso de drogas, tabaco e cigarros eletrônicos
A Prefeitura de Aracruz, por meio das Secretarias de Assistência Social (Semas), Educação (Semed) e Saúde (Semsa), promoveu na manhã desta quarta-feira (26), no Auditório do IFES, a 5ª Reunião Geral do Programa Saúde na Escola (PSE). O evento, destinado a gestores escolares, representantes da saúde, técnicos do CRAS e equipe de psicossociais (PAS), teve como pauta a prevenção ao uso de drogas, tabaco e cigarros eletrônicos.
A palestra foi mediada pela psicóloga Shênia Soraya S. Louzada Bellotti Pavesi. Ela é da Equipe de Avaliação Biopsicossocial (EAP) da Gerência de Política e Organização de Redes da Atenção em Saúde (GEPORAS – SESA). “Foi com muito prazer que recebi o convite para participar desse momento, pois desde o início da minha formação venho trabalhando com educação e saúde, que são temas interligados, e que não temos como dissociar, e falar do PSE sempre é algo que me faz repensar na minha prática, ainda mais em Aracruz, município onde iniciei minha formação”, disse.
Ela iniciou sua apresentação conceituando a saúde mental, que segundo Who, 2005, trata-se de um estado de bem-estar, no qual o indivíduo realiza suas habilidades, lida com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e frutífera sendo capaz de dar sua contribuição para a comunidade. “Temos que pensar juntos, porque esse assunto é um desafio e estamos lidando com seres humanos, em constante evolução, o que é muito complexo”, explicou a psicóloga.
De acordo com Shênia, a política da saúde é norteada em cinco eixos, sendo eles, a prevenção; o tratamento, o cuidado e reinserção social; a redução da oferta; a gestão, governança e integração e a pesquisa e avaliação. “Existe uma questão que precisamos desmitificar, que é o uso de substâncias psicoativas, as drogas e a dependência química. O uso abusivo é um fenômeno que ocorre, e não necessariamente levará à dependência, que é considerada pela organização mundial da saúde uma doença crônica, que não tem cura, e sim controle e tratamento”.
Como a questão que envolve saúde se trata de um fenômeno complexo e multifatorial, ela precisa ser abordada de forma intersetorial, ou seja, que se contemple várias ações, como a educação, a assistência, a cultura, o esporte e o lazer. “Saúde não é só ausência de doença. Temos que pensar em uma política que envolva outros setores, convidando a educação e a assistência, por exemplo, convidando-os para os eventos, porque a promoção dessas ações, consequentemente, é a promoção da saúde”, afirmou.
Dados norteadores
Por meio de um telão, os profissionais presentes puderam conhecer dados norteadores, como os epidemiológicos, de transtornos mentais e dependências de álcool e outras drogas. Levando em consideração variantes como gênero e idade, mais de 25% da população possui algum transtorno mental/comportamental. “Nesse índice, por exemplo, cerca de 10% da população adulta tem algum tipo de tratamento intensivo por causa da depressão, ansiedade e esquizofrenia, já outros 12,3%, em geral, são usuários de múltiplas drogas, com 20% com transtornos relacionados à dependência de álcool; 15,6% do tabaco; 9,75 % de maconha; 4,06 % de cocaína; 2,43 % de crack e 1,62% fazem uso de solventes”, detalhou.
Um outro detalhe interessante mostrado, é que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), com relação à idade do ser humano, as faixas etárias são consideradas como infância de 0 a 9 anos; adolescência de 10 a 19 anos e juventude de 20 a 24 anos. “As primeiras drogas consumidas são as chamadas drogas lícitas, como o álcool e o tabaco, porém, todas as drogas são consideradas ilícitas para crianças e adolescentes”, frisou.
Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs)
Os chamados cigarros eletrônicos, cuja comercialização já é proibida no Brasil, possuem diferentes equipamentos e tecnologias. Em geral, são aparelhos alimentados por uma bateria de lítio e um cartucho recarregável ou refis, que armazenam o líquido. Trata-se de um aparelho constituído por um atomizador, que ao ser aquecido libera um vapor líquido, parecido com o cigarro convencional, vaporizando a nicotina.
“No momento da tragada, um sensor é acionado, ativando a bateria. Estamos lidando com produtos de alto risco, que causam dependência, além das doenças cardio/vasculares; respiratórias e câncer”, chamou a atenção.
Com relação à prevenção dos estudantes, foram detalhados os fatores de risco tanto da família, quanto das escolas, como o atraso escolar, as dificuldades das instituições de ensino em prover um ambiente interessante e apropriado para manter a assiduidade e o aprendizado, além da violência no ambiente escolar. Já os fatores de proteção dizem respeito às oportunidades de envolvimento na vida da escola, o reforço positivo para conquistas e a identificação com a cultura da escola.
Após a apresentação, o público ainda pôde participar de uma dinâmica interativa por meio do jogo Kahoot, com a distribuição de brindes para os vencedores.
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